Energias Renováveis





Estudo mostra que eólica pode suprir cerca de 34 da demanda global até 2040


Relatório mostra que geração dos ventos pode reduzir em 5,6 bilhões de toneladas as emissões de CO² no mundo até 2050



Por Clippings,
14 de Outubro de 2019 às 12:53


A geração eólica pode suprir cerca de 34% da demanda global de energia elétrica até 2040, acima dos 4% atuais, além de reduzir em 5,6 bilhões de toneladas as emissões de CO² no mundo até 2050 – equivalente a 23% da meta esperada para o período e às emissões anuais das 80 cidades mais poluentes do planeta.

A conclusão é do relatório “Os Impactos Socioeconômicos da Energia Eólica no Contexto da Transição Energética”, produzido pela consultoria KPMG em parceria com a fabricante de equipamentos Siemens Gamesa. O trabalho elenca vantagens competitivas da eólica em relação às demais fontes, especialmente as fósseis.

De acordo com o trabalho, a perspectiva de redução nas emissões de gases causadores do efeito estufa por meio da ampliação da produção de energia por meio dos ventos representaria uma economia de US$ 386 bilhões em custos relacionados a catástrofes de mudanças climáticas, saúde e aumento da temperatura até 2050, valor esse equivalente ao PIB da Noruega.

Ao mesmo tempo, uma economia baseada em energias renováveis, como a eólica, aumentaria a riqueza para todos. O relatório estima que o PIB global aumentaria em aproximadamente US$ 20 trilhões até 2050, equivalente a cerca de US$ 2.500 por pessoa.

O estudo mapeia ainda os diversos benefícios que a eólica no campo da saúde a partir da redução das emissões de gases poluentes. A diminuição anual de custos relacionados a essa área chegaria a US$ 3,2 trilhões, salvando até quatro milhões de vidas por ano.

Considerando que a escassez de água afeta hoje 40% da população mundial, o relatório destaca também que o vento pode economizar 16 bilhões de m³ de água até 2030, o equivalente a cerca de 15% da água no Mar Morto. O relatório diz ainda que a indústria eólica poderá empregar cerca de 3 milhões de pessoas no mundo até a metade do século, três vezes mais do que hoje.

Para o CEO da Siemens Gamesa, Markus Tacke, o incentivo à transição energética depende do papel de reguladores, governos e empresas. “Todos estamos preocupados em usar o conhecimento e as ferramentas que temos neste momento para mitigar a mudança climática, porque há uma verdadeira urgência”, explicou, durante o lançamento do estudo.

“Ainda faltam incentivos financeiros e política claros. As barreiras para uma transição completa para a energia renovável estão não apenas nos custos tecnológicos, mas também nas estratégias de longo prazo e investimentos para fazer esses planos ambiciosos virarem realidade”, disse.

 

Fonte: Canal da Energia




Informativo

Cadastre seu e-mail e receba novidades e dicas da GENERGIA.